segunda-feira, 8 de abril de 2013

Tapas, castigos e broncas: disciplina à moda antiga funciona?

Seu filho respondeu pela enésima vez e essa foi a gota d'água. Não dá mais para segurar e você grita: "Já para o seu quarto!". Momentos depois, você percebe, em choque, que agiu igualzinho à sua mãe.

Isso acontece com todo mundo. É normal que, numa reação impensada, quando nossos filhos se comportam mal, a gente faça com eles o que faziam conosco quando nós próprios éramos crianças. A pergunta é: a disciplina à moda antiga ainda funciona?

Tapas, beliscões e puxões de orelha

Muitas mães já levaram tapas quando eram crianças e acabam fazendo o mesmo com os filhos. Alguns pais dizem que um tapa no bumbum ou na mão é a única coisa que funciona, quando já tentaram de tudo. Já outros são totalmente contra. Afinal, tem gente que lembra quantos tapas levou, da dor e do choro, mas não consegue recordar o motivo da surra.

Para o especialista Carl Pickhardt, autor de "The everything parent's guide to positive discipline" (algo como Guia geral da disciplina positiva para pais), tapas só mostram à criança que quem é maior pode bater em quem é mais fraco.

Sal Severe, que escreveu outro livro sobre disciplina ("How to behave so your children will, too!" -- Como se comportar para que seus filhos também se comportem), diz que crianças que levam palmadas e surras muitas vezes se sentem inseguras e têm baixa auto-estima, tornando-se tímidas ou agressivas.

Algumas sugestões para lidar com a criança sem precisar bater são:
- Deixá-la sozinha (por exemplo, colocá-la num canto por alguns minutos para "pensar na vida").
- Tirar privilégios (como um brinquedo, um passeio, o tempo de TV).
- Consertar o erro (fazê-lo reparar o que fez de errado para só então poder fazer outra atividade).

Tirando privilégios

Proibir a criança de fazer algo que ela gosta -- como assistir à TV ou brincar com os amiguinhos -- é uma tática muito usada pelos pais. A idéia de redenção -- de devolver à criança um determinado privilégio assim que ela admite que errou -- tem papel importante para os pais de hoje.

A dica é não usar essa técnica em excesso, e aplicar uma restrição que seja fácil de cumprir e de acompanhar -- como tirar brinquedos ou mandar a criança cedo para a cama --, explica Sal Severe. Procure escolher um castigo que esteja de acordo com o "crime" cometido: se seu filho ligou a TV quando você tinha dito para desligar, elimine a TV pelo resto da noite.

Cuidado para não tirar privilégios por tempo demais. Uma ou duas semanas podem parecer uma eternidade para uma criança; ela pode ficar zangada e querer se vingar. Lembre-se de que a idéia não é responder com uma "birra de adulto", e sim encorajá-la a aprender a se comportar.

Um outro jeito de resolver uma situação é incentivar a criança a consertar o que fez de errado, explica Jane Nelsen, da série "Disciplina Positiva" (editora Cultrix). Se seu filho quebrar um objeto, por exemplo, você pode tirar dinheiro do cofrinho ou da mesada dele, para pagar pelo item perdido, ou sentar com ele para colar os pedaços.

Este e muitos outros métodos que não envolvem castigos físicos demonstram respeito e são educativos.

Fazer a criança "pensar na vida"

"Vá já para o seu quarto!". Você já disse isso? Deixar a criança de castigo, em um canto, para "pensar na vida", continua a ser uma opção muito usada pelos pais de crianças a partir de 2 anos.

Outros pais preferem colocar a criança em outro lugar, como num degrau da escada ou num banquinho, e explicar por que ele tem que ficar ali: para pensar no que fez. Depois, sentam e conversam com a criança sobre o que aconteceu.

Segundo Michelle Borba, autora de "No More Misbehavin'" (mais ou menos Chega de malcriação), castigos assim são adequados quando dados na hora. Pode ser uma boa estratégia para ajudar crianças agressivas a se acalmar.

Mas isso deve ser feito de acordo com a idade, o temperamento e o grau do mau comportamento da criança. A regra mais simples para quem tem de 3 a 7 anos é: o castigo deve durar um minuto para cada ano da idade (três minutos para as crianças de 3 anos, quatro minutos para as de 4, e assim por diante).

Não se esqueça de ensinar qual teria sido o comportamento certo. Mostre de um jeito bem claro, pois às vezes a criança não sabe o que devia ter feito. Depois de deixá-la pensando no que fez, peça a ela que escreva ou desenhe o que fez de errado, ou bata um papo sobre o assunto com ela.

Crianças maiores podem escrever ou desenhar uma "promessa de melhorar", explicando como elas pretendem mudar, ou um "contrato". Vocês podem combinar juntos qual será o castigo se ela for reincidente.

Quando a criança é muito pequena, é bom preferir lugares que inspirem silêncio e tranquilidade; não há problema se houver almofadas ou bichos de pelúcia.

Cancelar ou proibir passeios

Aplicar castigos como proibir a criança de ir ao parquinho é uma técnica bastante usada pelos pais -- que provavelmente sofriam esse tipo de castigo quando eram pequenos.

Assim como tirar privilégios da criança, esse tipo de castigo funciona se a criança perde algo com que ela realmente se importa. No caso de uma criança em idade escolar, o castigo pode durar um dia e ser do tipo que a proíbe de sair de casa, a não ser para ir à aula.

Lembre-se que castigos como deixar o filho sem TV, videogame ou computador não funcionam com crianças menores de 2 ou 3 anos, porque elas ainda não associam uma coisa à outra (o erro ao castigo).

Cuidado também para não exagerar no tempo de castigo, que pode causar um efeito indesejado, como fazer a criança sentir-se perseguida ou estimular a vingança. Pense também na logística da casa. Não adianta cancelar a ida à casa da avó por causa do castigo e depois não ter com quem deixar a criança para ir a compromissos.

Para incentivar seu filho a se comportar melhor, tente o seguinte: seu filho de 6 anos está de castigo por seis dias? Para cada dia em que ele se comportar bem (defina o que é "se comportar bem", como fazer o que lhe é pedido, falar em voz baixa ou tratar bem o irmãozinho), tire um dia de castigo do final. Você pode fazer um calendário mostrando esse progresso.

Dar broncas e gritar com a criança

Se você cresceu numa casa onde todo mundo gritava e caprichava nas broncas, há boas chances de você gritar com seu filho também. Claro que levantar a voz uma vez ou outra não vai causar nenhum dano permanente, mas há especialistas que acham que gritar constantemente com a criança é tão ruim quanto bater nela.

A gente acaba gritando com o filho porque parece que ele não nos ouve, e porque estamos bravos, nervosos e não vemos outra forma de resolver a situação no momento. Mas gritar é uma das atitudes que mais fazem mães e pais se sentirem culpados.

Um lado ruim das broncas constantes e dos gritos é que o seu filho vai esperar você fazer isso para começar a achar que a coisa é séria. E ainda sente que tem o poder de irritar você. Então, seja firme mas procure não se deixe levar pela emoção, diz o especialista Carl Pickhardt.

Se achar que está prestes a perder o controle, dê um tempo ou peça a outro adulto para interferir. Recuar não significa que você está desistindo.

Outro ponto negativo dos gritos é que você passa a mensagem à criança de que está fora de controle, e ela pode até se sentir estimulada a testar você. Esforce-se para manter o tom de voz próximo do normal, firme.

Além disso, ações passam uma mensagem mais forte do que palavras ditas com voz alta. Em vez de gritar "Desligue logo essa TV!" pela terceira vez, vá até lá e desligue-a você mesmo.

Pedir desculpas

Você até quer que seu filho seja educado, mas será que um "desculpe" dito de má vontade ajuda? Ou só serve para deixar seu filho constrangido em público?

Em vez só forçar a criança a pedir desculpas, é preciso ajudá-la a entender a relação entre o mau comportamento e o pedido. Primeiro pergunte: "O que aconteceu?", e depois, "Como você acha que o Pedrinho se sentiu quando você tirou o brinquedo dele?".

Quando a criança entender as consequências de suas ações e criar uma empatia com a outra, você pode perguntar: "O que você pode dizer a ele, para ele se sentir melhor?". O ideal é que a iniciativa de pedir desculpas saia de seu filho.

Pedidos sinceros de desculpas são importantes porque envolvem duas partes vitais da disciplina: consciência e auto-correção, diz Carl Pickhardt. A criança precisa aprender a expressar o remorso verdadeiro.

Pais que se recusam a admitir erros encorajam os filhos a fazerem o mesmo. Por isso, você pode dar o exemplo a ele. Às vezes, é preciso dizer à criança: "Desculpe se fui grosso. Eu estava nervoso e não entendi o que você queria."

Se seu filho tem dificuldades em pedir desculpas verbalmente, ele pode escrever um recado, fazer um desenho um dar um presente para quem ele deve as desculpas.

"Que menina mais feia!"

A frase é quase automática quando sua filha bate no amiguinho, mas pense bem. Se você fala assim com a criança, é porque era assim que seus pais falavam com você.

Outros exemplos são: "Você não tem jeito mesmo!", ou "Que menino malcriado!". Até a ironia assusta e magoa a criança: "Que bela porcaria você sempre faz!".

Em vez de usar frases negativas assim, procure jeitos de elogiar e ressaltar as qualidades boas da criança. E, na hora do mau comportamento, critique o comportamento, não a criança. É melhor dizer "Bater é feio!" ou "Que coisa feia você fez", que "Sua feia! Não faça mais isso!".

É comum os pais nem perceberem que estão abusando das palavras. Tente dizer exatamente o que quer que seu filho faça (ou não faça), mesmo que esteja com raiva. Se ele insiste em cutucar o irmão na hora do jantar, diga "Pare de fazer isso" ou "Não incomode o seu irmão", em vez de falar "Por que você tem que ser uma peste?" ou "Por que você nunca pára quieto?".

Você é a autoridade máxima na vida do seu filho. Se você diz que ele é feio, malcomportado, agitado demais, malcriado, ele vai acreditar.

http://brasil.babycenter.com/a3400386/tapas-castigos-e-broncas-disciplina-%C3%A0-moda-antiga-funciona#ixzz2PtvK1J24

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013



Encontrei um vídeo bastante interessante para refletirmos sobre as influências que temos no comportamento das crianças!! Que atitudes você está ensinando aos seus filhos??

http://www.youtube.com/watch?v=E3p7neVMk4A

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

PRIMEIRA INFÂNCIA



 Fui convidada  à participar do I SEMINÁRIO INTERNO DO GEPIEI:
diferentes propostas de estudo das infâncias e das crianças
20, 21 e 22 de março de 2013 com a Oficina : Dança, música e jogos: múltiplas linguagens na Educação  infantil - 


Fico muito feliz que a dança vem ganhando espaço nas discussões sobre a 1° Infância. Em 2011 também  participei de um Seminário  sobre a Educação e Cuidados na 1° Infância, para falar a respeito do trabalho de dança que desenvolvo com crianças de 03 à 5 anos de idade,  juntamente com o Joilson Cruz (coordenador da oficina de Dança do Município de Corumbá, MS)  foi muito legal trocar experiências com demais municípios e abordar a importância da dança na educação infantil, e tenho certeza que esse encontro de março proporcionará muitas relfexões sobre o tema!




Servidor: Dança, arte que humaniza, sensibiliza e amplia o olhar

Essa matéria  foi publicada em 2011. Relata o trabalho que desenvolvi na Oficina de Dança!!! muito bom esse reconhecimento.




Notícias Notícias

Servidor: Dança, arte que humaniza, sensibiliza e amplia o olhar

29 de Outubro de 2011 - 05h01
Especial Servidor Público
"Minha vida é a dança e, por isso, busco agregar o máximo de conhecimento e trabalhar questões como sexualidade, drogas, entre outras"
Quando Rafaela Bilhares Sales tinha apenas seis anos, seu pai viu as inscrições abertas para uma escola de dança e decidiu matriculá-la. Era a Oficina de Dança de Corumbá, então com um ano de funcionamento, cujos professores ainda se esforçavam para atrair alunos. "No começo foi tenso, pois eu era desengonçada e, além do meu pai, ninguém da minha família via graça no balé. Mas peguei o jeito, adaptei-me às aulas e hoje a dança é minha vida e minha rotina. Há 10 anos vivo entre a escola e a Oficina", diz a estudante de 16 anos.
Ela é uma das mais de 100 alunas que preenchem o cotidiano da psicóloga e professora de dança Lucimeire Montenegro de Freitas, uma das fundadoras da instituição que atende mais de 600 crianças e jovens corumbaenses. Dançarina desde os sete anos, especialista em arte-terapia e mestranda em educação especial, ela utiliza as técnicas e conceitos de sua formação acadêmica para facilitar o aprendizado dos alunos. "Minha vida é a dança e, por isso, busco agregar o máximo de conhecimento e abordar questões como sexualidade, drogas, entre outras", afirma.
"Trabalhar com dança é uma alegria, principalmente pelas minhas alunas. Quando chego à Oficina, nos abraçamos e brincamos, depois discutimos músicas, temáticas, expressões e sentimentos que cada música evoca em cada uma", relata a professora. Conforme ela, isso permite com que hoje a montagem das coreografias tenha a contribuição e a criatividade de cada aluna. "Para isso, elas têm de estudar, pensar na movimentação e nos elementos da dança: peso, espaço, tempo, fluência...", acrescenta.
Para Lucimeire, a dança é que uma arte completa, que humaniza, sensibiliza e amplia o olhar de quem a pratica, pois trabalha o indivíduo enquanto corpo e mente, ou seja, o físico e o cognitivo. Neste sentido, ela aponta benefícios como o educativo, em relação às crianças de três a quatro anos que começam na instituição antes mesmo do contato com a escola formal; a qualidade de vida oferecida às mães dos alunos, que também têm a oportunidade de praticar a arte; e a inclusão social de adolescentes que viviam na rua, em gangues, e hoje encontraram o prazer no balé.
Embora não tenha sido o caso de Rafaela, ela reconhece a importância da dança para a formação de cidadãos plenos. "Eu adquiri muita disciplina e percepção de coletividade. E tenho certeza que isso me ajuda muito como pessoa. Por isso, quero levar o balé para sempre comigo, pois me ajudará em minha futura carreira como médica", diz.
"Com a dança, adquiri muita disciplina e percepção de coletividade. E tenho certeza que isso me ajuda muito como pessoa"

fonte site da Prefeitura Municipal de Corumbá.

http://www.corumba.ms.gov.br/noticias/servidor-danca-arte-que-humaniza-sensibiliza-e-amplia-o-olhar/11014/


sexta-feira, 15 de junho de 2012

Dúvidas frequentes relacionadas ao atendimento psicológico infantil




O que é Psicoterapia Infantil? 
É um processo que investiga e identifica os problemas que impedem o desenvolvimento saudável da criança, ajudando-a a lidar com as dificuldades e melhorar sua vida. O terapeuta ajuda a criança a se conhecer e se expressar de maneira que possa ser compreendida pelos adultos à sua volta.

Como o psicólogo infantil trabalha com as crianças?
O trabalho com a criança é realizado por meio de jogos, brincadeiras e histórias, pois a linguagem lúdica é a maneira pela qual a comunicação é melhor efetuada com o universo infantil. As crianças representam por esse meio o que acontece em seu ambiente familiar, social, afetivo e como interage com ele. Desta forma, criança e psicólogo descobrem, organizam e tratam os conflitos que perturbam o seu desenvolvimento saudável.

Como saber se o meu filho precisa ir à um psicólogo e fazer um tratamento psicoterápico?
A criança ainda não possui conhecimento suficiente para identificar e entender quando algo não está bem no seu desenvolvimento emocional e social, então a criança expressa no ambiente, através das mudanças de comportamento (agressividade, timidez, medo e recusa à ir a escola entre outros) suas dificuldades . Algumas vezes, os pais, se sentem perdidos ao lidar com estas situações, esse é o momento de procurar um psicólogo e buscar orientação para entender o que está acontecendo.

Se meu filho fizer terapia eu também preciso fazer?
Não, isso não é uma regra. Se seu filho fizer terapia, o psicólogo infantil terá encontros com vocês pais, para orientá-los em relação à problemática apresentada pela criança e aos procedimentos que a família deve efetuar para ajudá-la a resolver e superar suas dores emocionais.

Porque o psicólogo infantil, quando está tratando de uma criança, conversa regularmente com os pais? Essas conversas são mesmo necessárias? 
Essas conversas são essenciais. É por meio delas que os pais irão expor suas dificuldades e dúvidas em relação ao problema que enfrentam e que envolvem as crianças e receberão orientação para lidar com elas.No tratamento psicológico de crianças é fundamental a participação dos pais; é a união entre psicólogo e pais que garantirá o sucesso do tratamento.

Quais os problemas mais freqüentes que levam uma criança a fazer terapia? 
São vários os problemas que levam uma criança a fazer terapia. Na maior parte das vezes, estes problemas estão relacionados ao ambiente familiar ou as dificuldades de aprendizagem e convívio social. Alguns exemplos são: agressividade com outras crianças inclusive irmãos; dificuldades escolares; recusa a ir à escola; problemas relacionados à falta de limites (birra, teimosia); irritação; timidez; enurese; encoprese; medos e fobias entre outros.Vale ressaltar que a depressão infantil é um problema freqüente e importante, e que necessita de intervenção imediata.

(texto de  Simone Barbosa Pasquini)

sábado, 25 de fevereiro de 2012


ALGUMAS FOTOS DO MEU NOVO CONSULTÓRIO!!